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3ª. RESIDÊNCIA   8-15/9

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         PROGRAMAÇÃO BASE  

  • produção e/ou controlo de produção de projetos junto aos parceiros;

  • mostra permanente dos elementos de comunicação de projeto;

          SINOPSE  

Vários estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, de diversos cursos e ciclos de estudo, acompanhados por dois docentes, divididos em grupos de projeto a produzir e implantar em locais específicos. Vivem (questionam, analisam, recolhem, refletem informação) e trabalham no território, com as pessoas, na paisagem e perante a sua cultura. Já não estará aberta a hipótese de alteração da essência dos projetos, mas pelo que de evolução pessoal todo o processo acarretou, a sua formalização adaptar-se-á à realidade colectiva que os acolheu. 

Pretender-se-ia com esta residência colectiva que, os participantes dos grupos de projeto encontrassem o melhor processo de colocar em prática as suas ideias, confrontando-se com a gestão implicada em execução, produção, implementação de projeto em espaço público. 

Pretender-se-ia expor e fomentar a autonomia dos participantes no encontro/confronto, controlo comunicacional, interdisciplinar que, a atuação no espaço publico implica.

Neste modelo de residência ficam garantidos os seguintes resultados: 

  • a presença de um colectivo em trabalho de produção de projetos, comunicando e  atuando com produtores locais, desenvolvendo uma teia de relações que permitirá outro nível de recepção à obra artística pública e às artes em geral. 

          DIÁRIO DE BORDO  

Na improbabilidade de solucionar dossiers de produção credíveis para todos os projetos idealizados, não só por falta de tempo para a comunicação com fornecedores, bem como, acesso a determinações específicas para a sua prossecução, com que se poderiam, mais facilmente, adquirir apoios dos parceiros em Mondim, o grupo de trabalho optou por desenvolver um único projeto, como remate do 1º Simpósio de Granito de Mondim de Basto, na sua terceira residência. Aproveitando a atenção e apoio que o projeto CURADOR mereceu, por parte da Câmara Municipal de Mondim de Basto e, a hipótese de atribuição de um espaço central no complexo edificado da própria Câmara Municipal, no centro histórico da Vila, decidiu-se realizar uma adaptação ao sítio específico que, não só, cumprisse os objectivos gerais deste projeto, mas também, que pudesse integrar outros, que o grupo de trabalho encontrou como fundamentais, durante todo o processo criativo. A total revisão deste projeto, para adaptação à necessidade e realidade do momento, possibilitou essa agregação de outros dados, de dinâmicas que estavam a ser trabalhadas pelo colectivo. Sendo este espaço de implantação de grande simbologia política, local de passagem e permanência junto ao edifício da assembleia da CMMB, a exposição analítica e critica desta obra, prevê-se semanal, para o esforço de existência e apropriação por parte da comunidade Mondinense. Por outro lado, o que lá se colocar, proteger-se-á nesta proximidade ao centro nevrálgico, político da Vila, sendo por isso, importante a inclusão e exposição de dinâmicas de relação com as freguesias, para que se cumpram os nobres objectivos de difundir a nossa presença “democraticamente”, pelo território do Conselho. Um único projeto, participado por todos os membros do grupo de trabalho, conscientes da sua importância, para o remate deste 1º Simpósio de Granito de Mondim de Basto. 

Como segundo objectivo ficou marcado a preparação e organização do site e da informação geral do 1º Simpósio de Granito de Mondim de Basto, pronta a difundir ao público em geral.

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          ESTRATO EXTRATO  

Estrato Extrato, 2019

Álvaro Oliveira, Cláudia Campos, Gustavo Romeiro,

Inês Mesquita, Maria Guimarães, Miguel Teodoro,

Rita Rodrigues, Rodrigo Machado, Rui Mota.

100x1700x820cm  

Granito Amarelo, Granito de Paradança, Xisto,

Lousa, Quartzitos, Calcário Negro, Varão de Ferro.

Estrato Extrato decorre de uma série de experiências, interações e influências inerentes ao território e aos habitantes do Concelho de Mondim de Basto, que os autores pretenderam incorporar, nesta intervenção de carácter público, que remata o Iº Simpósio de Granito de Mondim de Basto, 2019. Materializa-se por composições aparentemente abstratas, constituídas por volumes das mais variadas fragas de Mondim de Basto e estruturas de ferro. O maior volume, que se constitui como centro compositivo, tem umas escadas talhadas, colocadas na direção do monte Farinha, que permitem aceder a um plano superior, no qual se possibilita leitura privilegiada dos elementos circundantes. Este assumem-se como correspondentes cartográficos, referenciados ao monte Farinha, identificando, por meio dos seus posicionamentos e matérias, as freguesias do concelho de Mondim de Basto. Cada elemento é constituído por um fragmento geologicamente característico da respetiva freguesia. Circundado cada elemento, os varões de ferro desenham estruturas inspiradas nos desenhos/símbolos das gravuras rupestres, encontradas em vestígios arqueológicos da região. Evoca-se a paisagem de cada localidade permitindo que o mapa se cumpra fisicamente, propondo nele, a união da diversidade que o conselho de Mondim de Basto oferece. Cada pedra retirada da paisagem foi acompanhada por uma intervenção com cal, que deriva da experiência do lugar em questão. A Cal, além de pouco evasiva para a paisagem, é inerente à história de Mondim, pela extração que outrora era levada a cabo. O gesto de devolução desta matéria à paisagem, aliada á recolha de extratos de pedra, conecta o local de implementação da instalação com todo o território do concelho. Nesta instalação, que remata o Iº Simpósio de Granito de Mondim de Basto, 2019, evoca-se a paisagem de cada localidade permitindo que o mapa se cumpra fisicamente, propondo nele, a união da diversidade que o conselho de Mondim de Basto oferece. Tanto as pedras como o ferro, apesar de materiais rígidos, acrescentam ao projeto uma acentuada temporalidade. Estrato Extrato é composta a pensar poeticamente a sua ruína. A acumulação de líquenes, de ferrugem e o modo como cada composição emerge do solo, potencia a relação das peças com o espaço. A sua mutação progressiva permite que a experiência espacial também ela se transmute continuamente após o momento de implementação.

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          INTERVENÇÕES NA PAISAGEM  

Campanhó
Campanhó

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Vilar de Ferreiros
Vilar de Ferreiros

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Atei
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Campanhó
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COORDENAÇÃO *

 

António Rui Ferro Moutinho
Norberto da Silva Ogórek Jorge 

*Escultores, Professores Doutores, Docentes na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

e investigadores do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade [i2ADS - FBAUP].